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A COLEÇÃO NO PALÁCIO DA BOLSA: Ângelo de Sousa, João Machado e Zulmiro de Carvalho
de 21 MAR 2017 a 24 SET 2017
Nas décadas de 1960 e 70, as linguagens artísticas sofreram uma mudança de paradigma. A escultura não foi exceção. Na presente exposição de obras de Ângelo de Sousa, João Machado e Zulmiro de Carvalho reportam-nos para essa realidade. 
Nesta apresentação de obras da Coleção de Serralves no Palácio da Bolsa, algumas esculturas apoderam-se do solo, prescindindo do plinto, outras transmitem-nos visíveis preocupações com as ideias de serialidade, de fabrico industrial e de literalidade da técnica (o que vemos é mesmo aquilo que vemos). Estes elementos são suficientes para percebermos que os escultores portugueses apresentaram propostas que hoje nos confrontam com os vários passados que foram tornando a obra de arte cada vez mais direta no contacto com o público, desde a arte pop, à escultura abstrata britânica, passando pelo minimalismo norte-americano.
Esta apresentação é o resultado de uma parceria entre o Palácio da Bolsa e o Museu de Serralves de Arte Contemporânea no Porto ao abrigo do qual obras da Coleção de Serralves são exibidas nos interiores históricos do Palácio. 

Organização: Fundação de Serralves 

Local da exposição: 
Palácio da Bolsa
Rua Ferreira Borges,
4050-253 Porto

Horário:
Todos os dias, das 9h às 18h30 


ÂNGELO DE SOUSA
Nasceu em1938, Maputo, Moçambique. Morreu em 2011, Porto. 
A série de esculturas Sem título, realizada entre 1970 e 1972 por Ângelo de Sousa, é constituída por sete elementos compostos por tiras de aço inoxidável ligadas por parafusos de aço. Pode ser entendida como uma elegante materialização do desenho, meio em que o artista também se notabilizou.
A escultura de Ângelo de Sousa revela-se como exercício de construção do desenho no espaço, em que a forma é uma consequência do que é possível realizar a partir do material escolhido. Não se trata, no entanto, de dar volume ao que era representação bidimensional numa situação de projeto. A aparência deliberadamente improvisada das suas obras decorre justamente de "uma certa premeditação no sentido de deixar as coisas acontecerem”. Existe um interesse por parte do artista em tornar transparente o seu processo de trabalho, executando esculturas que partem de ações simples, como cortar e dobrar, num absoluto respeito pelas características físicas dos materiais.

JOÃO MACHADO
Nasceu em 1942, Coimbra. 
João Machado viria a tornar-se um importante designer, responsável pela renovação do contexto das artes gráficas em Portugal. É por isso curioso que as suas esculturas sejam hoje lidas retrospetivamente à luz dos seus projetos no campo do grafismo, com caraterísticas destes trabalhos a servirem para definir as suas preocupações enquanto escultor, nomeadamente a estilização das formas e a utilização de cores muito vivas.

ZULMIRO DE CARVALHO
Nasceu em 1940, Valbom. 
Zulmiro de Carvalho desenvolve o seu trabalho nas áreas da escultura e do desenho. Depois de trabalhar inicialmente com metal, nomeadamente o ferro, estende o leque de materiais utilizados à pedra e à madeira. A sua prática artística carateriza-se pelo recurso a sistemas formais modulares, que remetem para o minimalismo, na perspetiva de questionar noções associadas à tradição da escultura. O artista cria esculturas que evidenciam uma essencialidade e um despojamento estruturais, utilizando um vocabulário plástico depurado, caracterizado pela regularidade das linhas, texturas e cor e pelo uso de formas simples e repetitivas.


  • LocalPalácio da Bolsa
  • Dias 21 MAR 2017 - 24 SET 2017

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