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BODY SPACE - ESPAÇO CORPO: RENÉ BERTHOLO, ALBERTO CARNEIRO, ÂNGELO DE SOUSA, ANA VIEIRA
de 21 JUL 2017 a 24 SET 2017
Body Space – Espaço Corpo é organizada pelo Museu de Serralves e resulta de uma parceria contínua entre a Santa Casa da Misericórdia do Porto e a Fundação de Serralves. A instalação coincide com a apresentação no Museu de Serralves da exposição Coleção 1960-1980


  • LocalMMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto
  • Dias 21 JUL 2017 - 24 SET 2017
RENÉ BERTHOLO
Palmier [Palmeira], 1966
Col. Fundação de Serralves. Aquisição em 1999

René Bertholo (Alhandra, 1935 - Vila Nova da Cacela, 2005) é um dos protagonistas da renovação da arte portuguesa nas décadas de 1960-70. Entre 1966 e 1973, Bertholo abandona a pintura para se dedicar à produção de objetos ativados por programas geradores de movimento. Palmier, construído em 1966, é um dos primeiros. Assente numa base amarela, que poderia ser uma ilha paradisíaca, um banco de jardim ladeia uma palmeira cujas folhas ondulam suavemente ao vento. A ação intermitente de uma ventoinha elétrica, intencionalmente vista, provoca o movimento das folhas, lento de modo a induzir no espectador tranquilidade e concentração e criar a ideia de uma imobilidade móvel.

ALBERTO CARNEIRO
Os quatro elementos - Segunda homenagem a Gaston Bachelard, 1969-70
Col. Fundação de Serralves. Aquisição em 1999

Alberto Carneiro (São Mamede do Coronado, 1937 - Porto, 2017) é considerado um pioneiro da arte conceptual em Portugal e ao longo de toda a sua carreira desenvolveu uma singular relação entre arte e natureza. Nesta obra, Carneiro aborda a natureza através dos seus componentes essenciais: ar, água, terra e fogo. Num espaço dentro do espaço - uma estrutura cúbica de ferro e plástico - uma árvore viva, água, madeira carbonizada e terra denotam os quatro elementos, também evocados nas fotografias penduradas na estrutura.

ÂNGELO DE SOUSA
Sem título (Envolvimento numa sala fechada), 1977/97
Col. Fundação de Serralves. Doação do artista em 1997

Ângelo de Sousa (Maputo, 1930 - Porto, 2011) é reconhecido como um dos artistas mais importantes do século XX português. A sua obra, multifacetada, compreende pintura, desenho, escultura, fotografia e vídeo. Sem título (Envolvimento numa sala fechada) é uma obra imersiva criada para a mítica exposição "Alternativa Zero”, de 1977, famosa por ter reunido e apresentado pela primeira vez em Portugal artistas que simbolizavam as segundas vanguardas do século XX. A obra, centralmente distribuída no espaço que agora a acolhe, revela-se como um caso único de espacialização da pintura de Ângelo de Sousa. Neste espaço interior, composto por uma série de pinturas, cujo exterior mostra o avesso destas, o espectador é convidado a envolver-se numa sala fechada. O seu interior proporciona as condições ideais para a contemplação da pintura, nomeadamente o alheamento em relação a qualquer tipo de ruído visual.

ANA VIEIRA
Sem título, 1968
Col. Fundação de Serralves. Aquisição em 1999

Ana Vieira (Coimbra, 1940 - Lisboa, 2016) pertence à primeira geração de artistas portugueses que, nos anos 1960, questionou o lugar central dos meios tradicionais - pintura e escultura - na produção artística. As suas obras são, desde o seu início, "atravessáveis” pelo olhar. Os contornos de figuras e de objetos que apresenta em 1968 não só desmaterializam os seus referentes pelo recortar da sua ausência na madeira branca, como igualmente revelam o espaço que por detrás deles se vislumbra, configurado pela memória da figura ou do objeto de que partem. Contrariando o papel tradicionalmente passivo do espectador, incentivam-no, para serem devidamente experienciados, a deslocar-se pelo espaço onde são apresentados.


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