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CICLO DE CONFERÊNCIAS | Utopias Europeias: O Poder da imaginação e os imperativos do futuro
de 07 MAI 2018 a 07 JAN 2019
O Ciclo de Conferências Utopias Europeias: o poder da imaginação e os imperativos do futuro tem como objetivo apresentar e discutir várias possibilidades utópicas para a Europa, tendo como pano de fundo o atual debate cidadão sobre o futuro da União Europeia.
Falar de utopias significa perceber o poder da imaginação para moldar o futuro, orientar a ação humana e alargar as fronteiras do realizável.  
Num contexto de incerteza sobre o futuro da Europa, torna-se cada vez mais urgente discutir quais as utopias realizáveis que nos coloquem num horizonte de progresso. Ou, como o expressou Václav Havel, referindo-se à União Europeia, «Sem sonharmos com uma Europa melhor nunca construiremos uma Europa melhor».
A comemoração, em 2016, dos 500 anos da publicação da Utopia de Thomas More permitiu voltar a colocar estas questões na ordem do dia e constatar que as utopias não desapareceram, continuando a ser particularmente fortes na Europa. Assim sendo, este ciclo debaterá diversas utopias contemporâneas relevantes, tais como as da paz, igualdade, ecologia, hospitalidade, rendimento básico incondicional, sociedade de informação e potencial transformador da tecnologia. 
Ao promover estes debates, o ciclo levantará um conjunto de questões fundamentais para o nosso futuro em comum, tais como: Qual é o horizonte que cada uma dessas utopias propõe, e que imperativos para o futuro impõe? Como compreender o próprio estatuto e função das utopias, entre o sonho e a proposta política? E como evitar que as utopias se transformem em distopias? Será que de uma diversidade de utopias é possível desenhar uma nova utopia para a União Europeia?
Neste Ciclo de Conferências promovido pela Fundação de Serralves tratar-se-á de debater os horizontes utópicos do futuro europeu, procurando simultaneamente entender o papel que a Europa poderá desempenhar no porvir da nossa humanidade comum.

Coordenação: Álvaro Vasconcelos 

Bilhete por Sessão: €5 (50% desconto para Estudantes, >65 e Amigos de Serralves)
Passe Bilhetes 8 sessões: €35  (50% desconto para Estudantes, >65 e Amigos de Serralves)


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7 MAI (SEG), 21H30 | Maio de 68, 50 anos depois: a utopia da igualdade e da participação
Maio de 68 foi um momento de experiências utópicas, em que o poder da imaginação definiu novos horizontes para as aspirações da juventude, com um enorme impacto por todo o mundo, incluindo em Portugal, onde esteve na origem de poderosos movimentos estudantis pela liberdade. Em 1968, a sociedade patriarcal era posta em causa e reivindicavam-se os direitos das mulheres: que relação se pode estabelecer com a utopia da igualdade hoje manifesta no movimento #Metoo ou na greve das mulheres em Espanha? Tal como em 68, os partidos tradicionais e os poderes instituídos são hoje contestados: que relação entre os movimentos autogestionários de 68 e a exigência de participação hoje?

Oradores: Adolfo Mesquita Nunes, Inês de Medeiros, Marisa Matias, Mónica Ferro
Moderador: Álvaro Vasconcelos


11 JUN (SEG), 21H30 | A Utopia da Informação - Jornalismo Cidadão e Redes Sociais
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Orador: Dominique Wolton 
Comentadores: Paulo Moura, Sara Moreira e José Eduardo Martins
Moderadora: Isabel Babo-Lança

5 JUL (QUI ), 21H30 | A Utopia Social – Rendimento Básico Incondicional: Estado e Mercado
Entre os que consideram que o Rendimento Básico se enquadra numa perspetiva de aprofundamento do Estado Social e são críticos do neoliberalismo, e os que têm uma perspetiva mais centrada no mercado. 

Orador: Guy Standing
Comentadores: Alan Thomas, Francisco Louçã e Martim Avillez Figueiredo
Moderador: Roberto Merrill 


Biografias:
  • Guy Standing é Professor na School of Oriental and African Studies (SOAS) da Universidade de Londres. É membro fundador e um dos Presidentes honorários da Basic Income European Network (BIEN), a rede mundial dedicada a investigar e promover o Rendimento Básico Incondicional (RBI). Foi Diretor do Programa de Segurança Socioeconómica da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e tem-se interessado por temas como a segurança económica, o precariado e o RBI. É autor de várias obras, entre as quais se destacam O Precariado. A Nova Classe Perigosa (Presença, 2014) e Basic Income: and how we can make it happen (Pelican, 2017).
  • Alan Thomas é Professor de Filosofia na Universidade de York, no Reino Unido. Formado em Cambridge, Harvard e Oxford, interessa-se por temas de ética, filosofia política, filosofia da mente e do conhecimento. Entre as suas publicações, destacam-se as obras Value and Context (OUP, 2006), Republic of Equals. Predistribution and Property-owning Democracy (OUP, 2016), Thomas Nagel (Routledge, 2009) e Bernard Williams (org.) (CUP, 2009).
  • Francisco Louçã (n. Lisboa, 1956). Professor catedrático de economia no ISEG, Universidade de Lisboa. Foi deputado (1999-2013) e é Conselheiro de Estado. Publicou recentemente "Sombras”, com Michael Ash (Bertrand, 2018).
  • Martim Avillez Figueiredo é licenciado em Comunicação Social e Cultural e mestre em Teoria e Ciência Política Contemporânea pela UCP, tendo feito investigação na Universidade de Oxford. Jornalista com presença regular em vários meios de comunicação social portugueses, foi diretor adjunto da Sábado, diretor do Diário Económico e do jornal i, tendo igualmente sido administrador da Impresa. Atualmente é senior partner da CoRe Capital Partners e partner da Fabstart - Fábrica de Startups. É autor do livro Será que os Surfistas Devem Ser Subsidiados? (Aletheia, 2013).
  • Roberto Merrill é Professor de Ética e de Filosofia Política do Departamento de Filosofia da Universidade do Minho, onde dirige o Mestrado em Filosofia Política. É investigador no Centro de Ética, Política e Sociedade da mesma universidade e investigador associado do CEVIPOF (Sciences Po-Paris). Os seus interesses de investigação em filosofia política incluem a neutralidade liberal, o paternalismo e o pluralismo de valores, assim como as teorias contemporâneas da justiça distributiva. Terminou recentemente um livro sobre o rendimento básico incondicional.
A Utopia da Paz – A Casa Comum Europeia: Paz do Atlântico aos Urais
Entre os que defendem que o projeto de Casa Comum Europeia de Gorbachev deve ser o horizonte do projeto europeu de paz, razão de ser da União, e os que consideram que, no contexto atual, é uma perigosa ilusão e que uma nova bipolaridade europeia é mais ou menos inevitável.

A Utopia Tecnológica – A Inovação ao Serviço da Humanidade
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A Utopia da Hospitalidade – Unidade na Diversidade
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19 NOV (SEG), 21h30 | A Utopia Democrática – A comunidade Cidadã: Do Erasmus ao Futuro
Debate entre os que defendem a utopia de uma Europa democrática, com uma constituição federal, partidos e ciclos eleitorais europeus, onde a Comissão e o seu Presidente resultam dos resultados das eleições e os que consideram que a União Europeia é uma construção sui generis onde a dimensão intergovernamental é essencial para garantir o equilíbrio entre os Estados e preservar as identidades nacionais.

Ana Paula Zacarias, Secretária de Estado dos Assuntos Europeus
Niccolo Milanese, fundador da "European Alternatives" e co-autor do livro”Citizens of Nowhere: How to save Europe from Itself'

Questionados por um painel com portugueses que fizeram o programa Erasmus,
Moderador: Carlos Jalali, Presidente da Associação Portuguesa de Ciência Política

Este debate enquadra-se na inciativa "Encontros com os Cidadãos” sobre o futuro da Europa, coordenada pela Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus.

Mais informação aqui.

Apoio institucional
  • LocalAuditório de Serralves
  • Dias 07 MAI 2018 - 07 JAN 2019
Estas conferências são organizadas com o patrocínio da Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus e com a colaboração do Fórum Demos, da Fundação da Casa Mateus, do CEIS20 da Universidade de Coimbra, do CETAPS da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, do Centro de Investigação em Justiça e Governação da Universidade do Minho e do GOVCOPP da Universidade de Aveiro.


Álvaro Vasconcelos, curador das Conferências, é investigador convidado do CEIS20 da Universidade de Coimbra, antigo diretor do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia e fundador e antigo diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais.
A organização das conferências conta com a colaboração de um grupo de especialistas dos temas em debate: Gonçalo Marcelo, Fátima Vieira, Isabel Valente, Ana Rodrigues, João Bettencourt Relvas, Carlos Jalali e Sara Moreira
No fim do ciclo, o coordenador elaborará um relatório com as principais conclusões dos debates. Essas conclusões serão debatidas num seminário intitulado: Uma Nova Utopia para a União Europeia. O Relatório será publicado em livro, com contributo dos especialistas.

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