SESSÃO DE CINEMA

UMBERTO D

UM FILME FALADO: OLIVEIRA E A HISTÓRIA DO CINEMA

Com André Cepeda (fotógrafo) e Cristina Fernandes (investigadora de cinema), e moderação de Anabela Mota Ribeiro

Auditório da Casa do Cinema Manoel de Oliveira
14 JUN 2025 | 17:00

Bilhete: 3€

Desconto de 50% para Amigos de Serralves, jovens até aos 18 anos, estudantes e maiores de 65 anos.


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1406 UMBERTO D
Fotograma de "Umberto D" (1952), Vittorio De Sica

Quarta sessão do Ciclo de Cinema e Conversas Um Filme Falado: Oliveira e a História do Cinema, com conceção e moderação de Anabela Mota Ribeiro. Este ciclo, dedicado à relação de vários momentos e tendências significativas da história do cinema com a obra de Manoel de Oliveira, prossegue com o tema Neorealismo, com a projeção do filme Umberto D (1952) de Vittorio De Sica. Após a projeção, terá lugar uma conversa com o fotógrafo André Cepeda e o professor de filosofia Pedro Duarte, com moderação de Anabela Mota Ribeiro.


14 JUN | SÁB | 17h00

NEOREALISMO

UMBERTO D

Vittorio De Sica | ITA | 1952 | 89’


Se Vittorio De Sica, ator transformado em cineasta, é uma figura central do neorrealismo italiano, também o é Cesare Zavattini, argumentista de Umberto D e de muitos outros filmes de referência do mesmo período, que fazem dele um dos principais ideólogos do neorrealismo. Umberto D é um dos pontos cardeais do programa ético e estético de Zavattini: filmado numa Roma ainda a recuperar do pós-guerra, e protagonizado por Carlo Battisti, um não-ator, Umberto D apresenta uma espécie de enredo chaplinesco transposto para o ambiente concreto da Itália do pós-guerra, onde um funcionário público reformado tenta sobreviver e manter a dignidade sob a ameaça de ser despejado do seu quarto alugado. O impacto pessimista do filme foi de tal ordem que o conservador Giulio Andreotti, na altura subsecretário da presidência do conselho (e responsável pela produção cinematográfica italiana), dirigiu uma carta aberta a De Sica, acusando-o, com Umberto D, de “prestar um péssimo serviço ao país”.


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Anabela Mota Ribeiro nasceu em 1971 em Trás-os-Montes. Vive e trabalha em Lisboa. Fez licenciatura e mestrado em Filosofia na Universidade Nova de Lisboa. No doutoramento, que frequenta, prossegue o estudo do escritor brasileiro Machado de Assis. Foi visiting research fellow da Brown University em 2019. Publicou os livros O Sonho de um Curioso (2003), com 14 entrevistas, Este Ser e não Ser - Cinco Conversas com Maria de Sousa (2016), Paula Rego por Paula Rego (2016), A Flor Amarela - Ímpeto e Melancolia em Machado de Assis (2017), Por Saramago (2018) e Os Filhos da Madrugada (2021 e 2022). Jornalista freelance, colaborou com diversos jornais e revistas. É autora e apresentadora de programas de televisão. Os mais recentes: Curso de Cultura Geral (2017 e 2018, RTP2), e Os Filhos da Madrugada (2021 e 2022, RTP3). Enquanto programadora cultural, colabora com instituições de referência. Entre outros projetos, assinou, com José Eduardo Agualusa, a curadoria da Feira do Livro do Porto em 2017, 2018 e 2020. É membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra. Desde 2013 disponibiliza o seu arquivo no site www.anabelamotaribeiro.pt. Gosta de cinema desde sempre.

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